Após quatro dias de debates intensos, articulações e votações, foi encerrada nesta sexta-feira (27), em Brasília, a 6ª Conferência Nacional das Cidades. O encontro reuniu delegados de todo o país para definir as bases que irão atualizar a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) e orientar os investimentos federais nos próximos anos.
Entre os mais de dois mil participantes, Mato Grosso do Sul se destacou pela organização e pela atuação firme de sua delegação, composta por 34 representantes. O grupo levou à etapa nacional propostas construídas coletivamente nas conferências municipais e consolidadas na fase estadual — um processo que garantiu segurança técnica e legitimidade política às defesas apresentadas em plenário.
Durante as discussões finais, que consolidaram o texto aprovado, os delegados sul-mato-grossenses acompanharam a incorporação de emendas em áreas estratégicas como habitação, regularização fundiária, mobilidade urbana, saneamento, sustentabilidade e transformação digital.
Para a representante do Conselho Estadual das Cidades (CEC/MS), Tânia Marques, o sentimento é de responsabilidade cumprida. “Nós não viemos apenas para acompanhar. Viemos para contribuir. Cada proposta apresentada aqui carrega a
realidade dos nossos municípios, das comunidades urbanas e rurais. Encerramos essa etapa com a convicção de que Mato Grosso do Sul teve voz e foi ouvido”, destacou.
A diretora-presidente da Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul (Agehab), Maria do Carmo Avesani Lopez, ressaltou que o debate avançou em pontos essenciais para o fortalecimento das políticas públicas no Estado.
“A discussão sobre financiamento permanente da habitação e planejamento integrado é fundamental para nós. O que foi deliberado aqui impacta diretamente a forma como vamos estruturar projetos e buscar recursos. A conferência não termina hoje, ela continua na aplicação prática dessas diretrizes”, afirmou.
A pluralidade também marcou a participação de MS. Integrantes de movimentos populares, representantes do poder público, sociedade civil organizada e membros da Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM) compuseram a delegação, fortalecendo o diálogo entre diferentes segmentos.
Segundo um dos delegados do Estado, o ambiente foi de escuta e construção conjunta. “Foi um espaço de divergências, sim, mas sobretudo de diálogo. Quando diferentes setores sentam à mesma mesa para discutir cidade, o resultado tende a ser mais equilibrado e mais próximo da realidade.”
Com a homologação do documento final, que servirá de referência para o Ministério das Cidades na definição de prioridades e investimentos, os representantes retornam a Mato Grosso do Sul com uma nova missão: acompanhar, cobrar e contribuir para que as diretrizes aprovadas saiam do papel.
Para os delegados, o desafio agora é transformar as decisões tomadas em Brasília em políticas concretas que cheguem aos bairros, às periferias e aos pequenos municípios. “A conferência foi um marco, mas o verdadeiro resultado será medido lá na ponta, quando as pessoas perceberem melhorias reais na infraestrutura, na moradia e na qualidade de vida”, reforçou uma das integrantes da comitiva.
Com atuação articulada e posicionamento técnico consistente, Mato Grosso do Sul encerra sua participação na 6ª Conferência Nacional das Cidades reafirmando o compromisso com o desenvolvimento urbano sustentável e com a construção de cidades mais inclusivas, democráticas e resilientes.
Edyelk Santos, Comunicação da Agehab MS
